As capas que “falam”

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por ALEXANDRE GONÇALVES

Manchetes de sites e portais de notícias correm pelas redes sociais via links compartilhados, mas também em forma de prints (.jpg) acompanhados de elogios e críticas. Mas não há como negar o impacto causado pelas capas das edições impressas dos jornais no Twitter, Facebook e afins nestes tempos de pandemia na saúde e pandemônio na política.

As imagens das capas continuam em alta mesmo num cenário onde jornais têm deixado de circular em suas versões impressa. Chega a ser até estranho, mas a repercussão tem explicação e é fácil entender esse “encanto”, como já havia registrado no Primeiro Digital em outras ocasiões (aqui e aqui).

O encantamento tem relação direta com as soluções gráficas adotadas pelos editores de arte e com a forma como assuntos pertinentes – as mortes decorrentes do coronavírus, os descaso no socorro aos mais necessidades e as “cuestões” políticas (e crônicas) de Brasília – são tratados nas manchetes.

Há força e firmeza. O posicionamento do jornal é claro e direto e isso é outro fator que favorece o engajamento de quem bate o olho na capa. A capa “fala”. E diz o que o que muitos pensam, querem dizer e querem ver/ouvir ser dito – em todos os lugares.

No fim das contas, uma capa de sucesso nas redes sociais pode não gerar vendas nem novas assinaturas. E pouco acrescentar na audiência dos sites. Mas coloca o jornal em um outro patamar na visão do leitor – um patamar que neste momento significa não negar nem a realidade nem o bom senso.

Extra e Estado de Minas

As capas dos jornais Extra (RJ) e Estado de Minas (MG) têm sido as que mais chamaram atenção e ganharam elogios nas redes sociais nos últimos dias. Fácil entender o motivo. Veja as principais.

Extra

Estado de Minas

 


Atualizado em 10 de maio:

No sábado (9), o Estado de Minas postou mais uma vez uma capa que “fala”.

Mas enquanto umas capas “falam”, outras emudecem (ou obedecem). Manchetes vergonhosas diante de 10 mil mortes. Reforça o “e daí?”, a “morte de CNPJ” e outras demonstrações de descaso e desprezo à vida, como as capas da Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo.

Mas no domingo (10), Dia das Mães, as capas de O Globo e Estado de Minas “falaram”.

Folha e Estadão depois das capas pro mercado de sábado editaram capas diferentes, humanizadas.

 

 

 

 

 

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