Ventos e “tsunami” em SC: Faltou crédito, mas também faltou checar a veracidade das imagens

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O crédito Fotos: Internet foi apenas um dos problemas no post publicado na página do deputado catarinense Décio Lima (PT) citando os problemas causados pelo vento e pelo tsunami meteorológico que atingiu o Sul de Santa Catarina na tarde de domingo. Duas das oito fotos publicadas (sem créditos e sem legendas) não são nem de ontem nem de fatos ocorridos em Santa Catarina. Uma é de um vídeo publicado no YouTube em 2012 sobre três carros sendo engolidos pelo mar em São Luís, no Maranhão, e a outra, de 2014, é uma foto de um acidente ocorrido em Natal, no Rio Grande do Norte.

O problema é que não foi só a equipe do deputado que não fez o dever de casa e checou a veracidade das imagens. Veículos locais, estaduais e até nacionais também erraram em não conferir se era a imagem era mesmo referente aos fatos de ontem.

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Do Nexo: Como identificar a veracidade de uma informação e não espalhar boatos

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Nos últimos anos, a crise política escancarou esse cenário no Brasil. De acordo com um levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso a Informação da USP, na semana em que a Câmara autorizou a abertura do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, em abril, três das cinco matérias mais compartilhadas no Facebook no Brasil eram falsas. (…)

10 boas práticas para o consumo de informações na web

1 – Cruzamentos de fontes

2 – Buscar a fonte original

3 – Credibilidade de quem publica

4 – Adjetivos demais são suspeitos

5 – Faça uma busca reversa da imagem

6 – Há gente que se dedica a achar boatos

7 – Verifique a data de publicação

8 – Vá além do título

9 – Sem fonte, não confie

10 – Na dúvida, pense duas vezes

Leia a reportagem completa no Nexo.

Como nos melhores momentos do “Jornal da ImprenÇa”

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Durante muitos anos o grande sucesso da revista Imprensa, inclusive em sua versão televisiva, era a coluna “Jornal da ImprenÇa”, editada pelo jornalista Moacir Japiassu, que reunia as melhores e mais divertidas gafes cometidas por veículos de todo o Brasil. Japiassu morreu em novembro do ano passado, mas ontem e hoje deve estar dando risada pelo o que viu em destaque no portal da revista Imprensa: duas grandes gafes em plataformas digitais de gigantes da mídia brasileira.

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O assunto do ano

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Chegando ao fim de 2015, reuni neste post os dez assuntos que apareceram aqui no Primeiro Digital no decorrer do ano e que considero como os mais importantes e relevantes também por apontarem tendências e caminhos para o meio digital. Não foi um ano fácil, mas pela lista dá para ver que foi um ano movimentado para o bem ou para mal do mercado. Ainda pairam dúvidas sobre para onde vai o jornalismo em geral, tendo o digital como protagonista tal e qual em um faroeste: ora como o bem-vindo pistoleiro que chega e resolve todos os problemas, ora como o estranho forasteiro que representa uma ameaça.

Veja a lista dos dez assuntos selecionados:

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O Papa é pop, mas nem tanto

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Leio no Blue Bus que veículos como CNN, Yahoo e New York Daily News, entre outros, publicaram nesta segunda-feira (14) como sendo verdadeira aquela que seria a primeira selfie do Papa Francisco em sua conta no Instagram. A foto, na verdade, era um print de uma outra imagem do Papa e a conta na rede social de fotos não tem nada a ver com o Vaticano (olha o nome do perfil @vatican__; dá pra desconfiar, não?). E pelo número de curtidas e comentários, não foram só os veículos que cometeram o pecado da não verificação…

selfie_papa_francisco_falsa

Caiu nessa, Jéssica?

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Estreia hoje no Netflix a série Jessica Jones a segunda produzida pelo serviço de streaming em parceria com a Marvel, depois de O Demolidor. A chegada da heroína dos quadrinhos acontece na mesma semana do meme “Já acabou, Jéssica?”, fruto de uma briga entre duas estudantes em Minas Gerais. E nas redes sociais, há quem sugira uma ligação das Jessicas e que tudo faz parte de uma ação de divulgação da série armada pelo Netflix. Não acredito. Mas não desconfio que alguém tenha caído em uma pegadinha que ainda está circulando no Twitter.

Um foto mostra a atriz Krysten Ritter, a Jessica Jones da série, em frente a um notebook, fazendo cara de espanto com a imagem da tela: o frame do vídeo da protagonista do “Já acabou, Jéssica?”. Teve gente dando RT na foto e aparentemente acreditando ser verdadeira a foto e que o meme realmente chegou até a atriz.

Na tela, o frame do vídeo do “Já acabaou, Jéssica?”

Até que seria possível pela forma como as coisas – especialmente as bobagens – se espalham pela internet. Mas não, a foto não é verdadeira e alguns twitteiros trataram de compartilhar a foto original que mostra Krysten espantada com sua própria foto exibida na tela (veja referências no Google Imagens).

Na tela, a foto da própria atriz Krysten Ritter

Sempre bom ficar desconfiado do que se vê por aí antes de pagar mico e compartilhar ou, ainda pior, publicar como notícia. Não precisa ter superpoderes para isso. Até porque não é uma situação nova. Por exemplo, lembrei deste caso recente, das rachaduras em uma ponte que muita gente nas redes sociais disse que era uma das duas de Florianópolis, quando na verdade era da ponte Rio-Niterói, tendo uma reportagem do jornal Extra como fonte.

Rede social provoca rachaduras?

Leitura recomendada:

Manual de Verificação

Rede social provoca rachaduras?

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Aconteceu mais uma vez: uma foto antiga, com legenda equivocada, publicada em rede social (no caso, o Facebook) se espalha rapidamente e induz muitos usuários ao erro.

A foto em questão é de uma ponte com uma rachadura e que foi publicada no Facebook como sendo da Ponte Colombo Salles, de Florianópolis. Não dá para saber se foi por má fé ou por ignorância. Mas o fato é que as pontes da Capital catarinense que ligam a Ilha de Santa Catarina ao Continente enfrentam problemas de manutenção a ponto de até ser compreensível que o pessoal acreditasse e espalhasse a imagem.

Uma busca no Google Imagens tira qualquer dúvida: a foto não é da Colombo Salles, mas sim da Rio-Niterói, publicada em uma reportagem no site do jornal Extra em 10 de abril de 2014 (Rachadura na Ponte Rio-Niterói é necessária, afirma concessionária que administra a via). E ao que parece, a confusão começou por uma usuário do Rio de Janeiro que publicou ontem a fonte do Extra na sua timeline.

Leia a reportagem do Extra.

capaextra

Em tempo: nenhum site de notícia de Florianópolis caiu na armadilha. E o colunista do Diário Catarinense, Rafael Martini, foi o primeiro a “tranquilizar” a população (incluindo este blogueiro que passa pelas pontes diariamente 🙂).

Leia no blog do Visor.

Leitura recomendada:

Manual de Verificação