Os comentaristas da internet não perdoam…

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Eduardo Scolese, editor de Cotidiano da Folha de S.Paulo, postou o recado no Twitter: os comentários na reportagem sobre a morte de José Eduardo Dutra, ex-senador e ex-presidente do PT, foram fechados por causo do nível do que estava sendo publicado pelos comentaristas de internet. Alguém escreveu no Twitter que está notícia já deveria ser postad sem cometários abertos. Eu acrescento uma pergunta: ainda vale a pena manter espaço para comentários de leitores em pprtais, sites e blogs? Começo a achar que não…

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Comentarista encerra conta no Twitter cansado de ofensas e ameaças

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Numa sequência de tweets publicada neste sábado, o jornalista Antero Greco, colunista do Estadão e comentarista dos canais ESPN, comunicou sua saída do Twitter depois de receber mais uma série de ofensas e ameaças. Antero tinha uma presença frequente, forte e combativa. Lidava às vezes com ironia e humor, às vezes com seriedade os torcedores fanáticos e sem noção. Usava a função block sempre que necessário diante da intolerância futebol clube.  Mas agora, ele, ao que parece, cansou – uma pena.

Vejam os tweets de despedida do Antero, que servem, pelo menos, de recado para os estúpidos que perdem a chance de fazer de um canal como o Twitter um meio interativo e produtivo para a troca de ideias.

Estou oficialmente desistindo do Twitter. Durante anos, tentei usar esta ferramenta como uma forma de divulgar ideias, emitir opinião, passar informações, interagir, divertir-me com as pessoas que me seguem. Neste tempo todo, defendi princípio de justiça, paz, honestidade, de respeito com pessoas, instituições, clubes, com o Brasil.

Minhas opiniões não são a verdade absoluta, mas são apenas opiniões que expressam minha forma de ver o mundo, a profissão, o futebol. Nunca estive a serviço de quem quer que seja ligado ao futebol. Ao contrário, procuro distância. Mesmo assim, fui ofendido, xingado. Colocaram em dúvida até minha honestidade. Isso machuca, decepciona, entristece.

Nos últimos dias, me empenhei em pedir bom senso, ponderação, PAZ, até porque o país anda tenso. Mas, em vez de compreensão, recebi mais xingamentos, e sobretudo de gente que até outro dia simpatizava comigo porque sempre tratei com carinho todos os clubes.

De repente, virei inimigo, desonesto, mau caráter. Recebi até ameaças. Não é justo isso comigo, com minha família. Não quero briga com ninguém, quero apenas fazer meu trabalho com consciência tranquila. Lamento se tenham entendido minha luta pelo esporte como manifestação de má fé. Tenho 41 anos de profissão e não tenho mais idade nem saúde para aguentar ofensas de pessoas que não conheço, que não me conhecem e que, ainda assim, se sentem à vontade para atacar minha única riqueza: a honestidade.

Nunca fui grosseiro com nenhum time, sempre procurei o equilíbrio e a isenção. Mas há um sentimento de intolerância muito forte, em tudo.. Então, prefiro sair. Estranho ficar aos sábados, aos domingos, de madrugada a trabalhar e, de uma hora pra outra, me flagrar a bater bater boca com alguém que me chama de fpd, de gagá, de corrupto, de bairrista, me manda tomar aqui e ali. É maldade, é muita energia ruim. Não se busca o diálogo, mas a ofensa. E o crime cometido por mim? Expressar o que penso a respeito de jogo de futebol. Entrei aqui para fazer amigos e não para brigar, para ter inimizades. Não faz bem, não quero isso. Vou cuidar da minha vida.

Meu respeito a atleticanos, cruzeirenses, palmeirenses, corintianos, colorados, flamenguistas, tricolores… A todo mundo. Que reflitam, também, os que me atacaram nestes dias (e em tantas outras ocasiões). Como última medida vou desbloquear muitos para que possam ler este desabafo. Bom domingo, que Deus nos abençoe e adeus.

Minha opinião sobre os principais temas do esporte, a partir de agora, estará no blog no Estadão.

anterogrecoabandonatwitter

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O recado do Omelete para os “comentaristas de internet”

O recado do Omelete para os “comentaristas de internet”

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Sou fã do Omelete, um dos mais importantes ou quem sabe até o mais importante site de cultura pop da internet brasileira. Além do site e da cobertura especial de tudo o que assunto nos segmentos de cinema, séries, quadrinhos e games, o pessoal do Omelete uma programação diária no YouTube, de segunda a sexta, às 20h, para conversas animadas entre os integrantes da redação.

No programa desta segunda-feira, no entanto, o tom foi mais sério. Em vez de comentários e notícias sobre filmes da Marvel ou filmes da DC Comics, por exemplo, o assunto do OmeleTV foi o comportamento dos “comentaristas de internet”, os sabichões que “sabem tudo” e conseguem despejar ódio até em posts e vídeos sobre cultura pop ou cultura nerd. Ou seja, não há limites nem humor para os haters de plantão.

O título do programa já diz tudo: Seja você mesmo: Não se sinta obrigado pela internet. A turma do Omelete (nesta edição, Érico Borgo, Natália Bridi e Thiago Romariz) cita como exemplo os comentários raivosos que foram publicamos em conteúdos sobre o filme do Quarteto Fantástico, antes mesmo da estreia em cinemas brasileiros.

Borgo, Natália e Romariz fazem considerações pontuais e certeiras a respeito do comportamento dos comentaristas que simplesmente se recusam a aceitar opiniões diferentes. Ao mesmo tempo, os tais comentaristas, em geral jovens que usam a agressividade para serem ouvidos (ou quase), se escondem em perfis ocultos ou atrás dos chamados “times” para fazer a defesa cega, surda e nunca muda do seu ídolo, exigindo sempre opiniões opositivas. “Não há nada sadio na internet”, afirma Borgo, um dos fundadores do Omelete.

Veja a descrição do vídeo do OmeleTV desta segunda-feira:

A internet ama odiar. Nos últimos dias, com a estreia de Quarteto Fantástico, as timelines do Twitter, Facebok e várias outras redes sociais se integraram em um ódio coletivo contra o filme de Josh Trank.

Mas afinal, como internet muda a opinião das pessoas? E será que o conceito de opinião mudou ao longo destes anos? Neste OmeleTV discutimos como as redes sociais podem ser nocivas na hora de formar uma opinião.

Assista ao recado do Omelete:

Momentos “pingo nos is”, como diz Érico Borgo logo na abertura do programa desta segunda-feira, são sempre bem-vindos e cada vez mais necessários. Uma pena que seja em vão. E não é de hoje. No meu antigo blog, o Coluna Extra, fui vítima de uma ataque programado de uma lista de torcedores do Figueirense por causa de um comentário de um colega jornalista. O tom dos participantes da lista era “vamos lá detonar esse cara; quem ele pensa que é?”. E isso muito antes de Twitter e Facebook!

Mais fácil a gente caminhar para uma internet sem comentários do que para uma internet civilizada com respeito à diversidade de opiniões. Todo mundo quer liberdade, mas apenas aquela que lhe convém – de falar o que quer, sem o direito de outros se expressarem também.

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