Mapa Mental 🤔 #37 | A dificuldade de ser multiplataforma

Padrão

por ALEXANDRE GONÇALVES

Nesta edição do Mapa Mental:

– A dificuldade de ser multiplataforma
– Rádio dá o exemplo de reinvenção
– Um modelo de multiplataforma
– PodPesquisa 2019: Quem ouve podcast no Brasil?
Disputa caseira nas redes sociais
– E por falar em redes sociais…


A dificuldade de ser multiplataforma

No clima #tbt que alimenta o Facebook, revi uma foto de 2014, quando tive a oportunidade de participar da edição daquele ano do Congresso Nacional dos Jornais. Foi a segunda vez que acompanhei o evento da ANJ (Associação Nacional de Jornais) pelo Grupo RIC . A outra tinha sido em 2012. E de uma para outra edição teve uma diferença de foco.

Em 2012, o alvo eram os portais, como UOL, Terra e iG, que era vistos como concorrentes que tinham menos custos por serem só “de internet”.

Em 2014, com a presença de palestrantes do New York Times e do Wall Street Journal, o clima era de “ufa, estamos salvos” por causa do sucesso do modelo de paywall dos jornais americanos.

Especialmente nesta edição estrelada pelo paywall, em nenhum momento parecia haver um clima de incerteza sobre o futuro dos jornais impressos. Havia sim um interesse de entender e aplicar um modelo de negócio multiplataforma, atuando no impresso e no digital, atendendo públicos com hábitos e interesses distintos.

Cinco anos de passaram, muita coisa mudou, jornais impressos foram encerrados, mas fico com a dúvida: em que ponto do processo ficou para trás a ideia de ser multiplataforma? Como no caso dos jornais do Grupo NSC, encerrados há uma semana, o que motiva o descarte de um público, mesmo tempos tão conectados, ainda não apegados ao papel?

Rádio dá o exemplo de reinvenção

Escrevi alguns textos nas séries que produzo para o Portal Making Of tratando de mudanças no meio rádio. E é evidente que a ideia de ser multiplataforma tem sido muito muito bem aplicada. E ai de quem falar que o rádio a internet vai matar o rádio. Muito pelo contrário.

Há uma expansão tanto na transmissão do áudio via internet/aplicativos e na interação via redes sociais como na transmissão em vídeo pelo YouTube e Facebook, principalmente, além de programas exclusivos para o digital e produção de podcasts. As emissoras só precisam avançar mais em termos de monetizar melhor e mais o que fazem além do dial.

Um modelo de multiplataforma

Quando concordo com especialistas sobre o fim inevitável do impresso não é tanto por desconsiderar o papel dos jornais, mas é muito por não perceber mais esse interesse dos veículos pelo multiplataforma. Ainda considero um modelo viável um “veículo jogar nas onze”. Obviamente, fica mais fácil quando os produtos são fechados e segmentados.

É o exemplo do IMPAR, do Grupo RIC. Desde 2017, tenho participado deste projeto que está relacionado com a pesquisa sobre preferência e afinidade regional de marcas em Santa Catarina. E minha atuação, assim como o IMPAR, é multiplataforma, editando o site/central de conteúdo, escrevendo coluna para jornal impresso (o Notícias do Dia), produzindo pautas para reportagens de TV (RICTV), editando e coordenando uma revista impressa (Anuário IMPAR) e produzindo e ancorando o podcast (IMPARcast, em produção).

O projeto conta com patrocinadores fixos e gera receita também com anunciantes do Anuário. É ou não é um bom negócio ser multiplataforma?

PodPesquisa 2019: Quem ouve podcast no Brasil?

A Associação Brasileira de Podcasters está promovendo uma pesquisa para traçar o perfil do ouvinte do podcast brasileiro. O questionário fica disponível até o dia 15 de dezembro no site da entidade. Clique aqui para participar.

Disputa caseira nas redes sociais

Tenho perguntas sobre redes sociais para levar para o RD Summit, que acontece na próxima semana em Florianópolis. Mas estudos recentes dão algumas pistas sobre como as coisas andam na “casa” do Mark Zuckerberg.

De um lado, o tempo de permanência no Facebook caiu 26% nos últimos dois anos, passando de 14h para 9h diárias.

De outro, o Instagram supera o Facebook em engajamento, o que o transforma numa opção melhor dentro de uma estratégia de presença digital.

E por falar em redes sociais…

A ação de robôs no Twitter não dá sossego. E é incrível como os gestores da rede parecem não dar conta de resolver o problema ou de traçar ações eficazes para reduzir (se não consegue eliminar) este tipo de ação. Chega a ser patético. Veja dois exemplos abaixo.

E pior que mesmo ciente do quanto o Twitter anda tóxico, o clima de insanidade geral e irrestrito acaba motivando o acesso nem que seja para desopilar, twetando e dando RT de montão.

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Mapa Mental é a coluna de notas e insights do Primeiro Digital. Sempre às terças (hoje, publicado na sexta) uma nova edição.

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